IoT como agente de segurança do ambiente hospitalar

IoT como agente de segurança do ambiente hospitalar

O conceito tecnológico do IoT despertou uma evolução na melhoria dos cuidados de saúde oferecidos baseada na contínua análise dos ambientes hospitalares.

De acordo com o relatório avançado pela entidade dedicada a análises de mercados, Grand View Research, o sector da saúde a nível global aponta para um investimento que ronda os 410 biliões de dólares em dispositivos, serviços e software IoT em 2022, contrastando com os cerca de 58,9 biliões investidos em 2014. Esta abrupta diferença orçamental em um curto espaço de tempo revela o valor das novas tecnologias neste sector e como este pode beneficiar com a sua implementação.

A versatilidade é uma característica que marca fortemente a Internet das Coisas (IoT). Em ambientes impulsionados pelo fluxo de dados as possibilidades de implementação desdobram-se continuamente. O fator diferenciador está na forma como a informação gerada por esta rede é utilizada para proveito próprio. O conceito tecnológico do IoT despertou uma evolução na melhoria dos cuidados de saúde oferecidos baseada na contínua análise dos ambientes hospitalares. O acesso contínuo e simplificado à informação favorece a tomada de decisão atempada na resolução de problemas que resultam em uma apurada gestão de recursos e acrescida qualidade de serviços.

A sucessiva aposta e triunfo do complexo e multifacetado contexto do IoT no âmbito hospitalar desenrola-se a par com a visibilidade que os dados vão detendo derivada da monitorização das diferentes áreas que um complexo hospitalar engloba. Dificilmente conseguimos administrar com eficiência ou dar garantias de algo sobre o qual não sabemos o estado atual porque não medimos ou não controlamos.

A segurança dos componentes hospitalares aplicados nos tratamentos é um exemplo concreto do impacto que a monitorização pode gerar na qualidade dos produtos. A rede de frio hospitalar é sistema de apoio aos cuidados prestados nas instalações e que está regulado por normas e orientações que reforçam as suas condições operacionais. Serve de exemplo, aplicado em Portugal, de uma orientação estipulada pela Direção Geral de Saúde para a rede de frio dos locais onde as vacinas são administradas. Os ativos protegidos por este sistema, como vacinas, reagentes, tecidos, células crio preservadas, representam valores económicos de milhões de euros e onde a falha nos equipamentos pode gerar um grande impacto na gestão financeira na instituição e na vida humana. A prescrição de elementos comprometidos não é mais um risco comprometedor com a implementação de um sistema de monitorização em tempo real.

A circulação de ar em um cenário que é suscetível à presença de elementos contagiosos implica que a manutenção das condições do ambiente interior decorra sobre medidas extraordinárias de segurança de forma a minimizar o risco de ocorrência de infeções nosocomiais que possam ter repercussões na saúde dos doentes e dos profissionais de saúde.

Transpor as possibilidades para aplicações práticas oferece uma visão mais prática da diversificada implementação das soluções IoT – Monitorização da temperatura e humidade em bloco operatórios e laboratórios; registo dos valores de temperatura, humidade e CO2 em locais de maior afluência como salas de espera, urgências; parametrização da qualidade da água, com base na análise dos níveis de ph; monitorização de câmaras/espaços de pressão controlada.

As informações devolvidas pelas soluções IoT descrevem detalhadamente, em tempo real, o estado do funcionamento das instalações e equipamentos e auxiliam na recolha de informação que beneficia o processo da tomada de decisão para os diferentes casos que se possam afigurar.

 

DADOS DO ECOSSISTEMA HOSPITALAR

Em modo de análise da perspectiva funcional das soluções IoT, os dados são recolhidos pelos diversos sensores instalados e circulam de forma encriptada pela estrutura de rede, composta por repetidores e gateways até uma plataforma cloud. A total disponibilidade da informação a partir deste ponto autoriza os utilizadores registados na plataforma a terem um acesso multi-dispositivo que confere uma mobilidade ilimitada ao circuito informativo.

Os requisitos exigidos a uma plataforma IoT, para que consiga responder assertivamente ao desafio da experiência com o utilizador e enquadramento técnico da aplicação, passam pela obrigatoriedade de ser user-friendly, segura, modular e configurável. Contudo, existem alguns pontos de destaque que evidenciam a sua efetividade no êxito da gestão hospitalar.

Enquanto pontos chaves de uma evoluída plataforma IoT, existem funcionalidades que realçam a sua aplicação:

  • Alarmística configurável

A hipótese de configurar um sistema de alarmes personalizado, que ao registar valores diferentes dos definidos como seguros para a operação, tenha a capacidade de emitir avisos para o utilizador, seja na plataforma, seja para um dispositivo móvel. No contexto operacional da solução, o espontâneo retorno financeiro promovido por esta funcionalidade revela a importância da automatização da detecção de ocorrências bem como a sua resolução;

 

  • Cooperação com sistemas existentes

Manter a plataforma IoT acessível à integração de sistemas de terceiros por via de protocolos padrão já definidos para o mercado, deixa em aberto a possibilidade de uma modernização de sistemas já instalados nas organizações.

 

CONCLUSÕES FINAIS

A saliente eficiência das soluções IoT no processo de decisão afeto à gestão de ambientes hospitalares faz parte de uma realidade comprovada. A integração de dados recolhidos na monitorização, os procedimentos de manutenção e a gestão das instalações conduzem a um aumento da eficácia operacional das organizações. A tecnologia surge neste âmbito como mais um elemento ao serviço da melhoria dos cuidados de saúde providenciados nos ambientes hospitalares.

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